A palavra Utopia, que virou substantivo para designar uma situação ou local ideal onde as coisas acontecem de forma perfeita, origina-se na clássica obra de Thomas More. O livro Utopia, de 1516, descreve uma sociedade plenamente equilibrada, onde as pessoas vivem harmoniosamente em um sistema institucional eficaz marcado pela justiça, igualdade e bem-estar.
Com uma GOVERNANÇA capaz de assegurar o funcionamento perfeito da estrutura SOCIAL – atividades econômicas, arranjos e interações comunitárias, em Utopia os recursos naturais são estrategicamente organizados para garantir uma relação AMBIENTAL integral e sustentável com a vida estabelecida no lugar (pegou a referência aí?).
Utopia é um termo derivado do grego que significa “não-lugar” ou “lugar que não existe”, que a partir da obra de More passou a ser usado no contexto político e social como um ideal a ser almejado, influenciando as ideologias do século XIX ao apresentar uma visão de sociedade perfeita que, embora inatingível, serve como inspiração e paradoxo crítico, tal como se percebe na perspectiva do autor, uma vez que a obra pode ser interpretada, sobretudo, como uma crítica ao modelo político europeu vigente nas primeiras décadas do século XVI.
Dessarte, as correntes políticas passaram a apresentar utopias, propostas de organização social que deveriam ser almejadas com o objetivo de dirimir desigualdades, injustiças e desequilíbrios e, por conseguinte, promover um maior bem-estar às pessoas. Elas inspiraram movimentos sociais, que emergiram como respostas às profundas mudanças econômicas, sociais e políticas da época, refletindo as aspirações e as lutas das classes trabalhadoras, das mulheres e de outros grupos marginalizados. As utopias passaram a ser sinônimo, então, de esperança e desejo por um futuro melhor.
Se adaptarmos essa discussão para o âmbito corporativo contemporâneo, sobretudo para o campo da interação entre empresas e territórios, qual seria então a visão utópica do Desenvolvimento Comunitário? Vamos juntos estabelecer uma reflexão mooriana sobre o cenário ideal, partindo do pressuposto de que uma companhia tem por objetivo implantar o seu empreendimento em uma determinada região e nela registra-se a presença de pequenas comunidades rurais, baseadas na agricultura familiar para consumo próprio.
Essas comunidades são formadas por pessoas humildes, de vida simples. Não tiveram oportunidade de acesso a altos níveis de escolaridade, são desprovidas de rede assistencial de saúde e serviços básicos, como esgotamento sanitário e abastecimento de água. Na saúde e educação, precisam se deslocar até a sede do município do qual fazem parte, distante em, aproximadamente, 40 km, no qual parte considerável é de estrada de terra. No saneamento, as casas possuem fossas rudimentares, embora uma parte também não tenha banheiro e o lançamento seja in natura; o abastecimento de água é por poço comunitário, que vive dando problema e, por essa razão, o desabastecimento hídrico é frequente; e a destinação de lixo se dá por queima dos resíduos.
A empresa realizou, então, o seu Estudo de Impacto Ambiental e identificou os efeitos prováveis do projeto para a região. Serão criados empregos formais, principalmente no período de obras, mas a baixa escolaridade dos moradores é um entrave para que sejam absorvidos de forma imediata. Além disso, serão gerados incômodos à população, como trânsito de veículos pesados, barulho e poeira.
Foram elaborados programas ambientais no âmbito do licenciamento do projeto para atenuar e compensar os impactos, mas a companhia, visando demostrar seu compromisso com o território, resolveu ir além. Ela desenvolveu um diagnóstico social aprofundado, conversou com moradores, lideranças, pessoas de referência e compreendeu quais eram as expectativas, medos e anseios da população local.
Estruturou um Programa de Gestão Social no qual estavam incluídas as obrigações legais, mas também as iniciativas realizadas voluntariamente pela empresa. Mesmo diante de cenários desafiadores, como na ocasião em que a comunidade fechou o acesso a área do projeto para reivindicar o aumento da destinação de vagas de emprego para a população local, a companhia conseguiu dialogar e chegar a acordos benéficos para ambas as partes, afinal de contas, a estrutura institucional permitia a adoção de medidas assertivas mesmo em cenários de crise, uma vez que havia um diálogo próximo com as comunidades, estabelecido através de um canal de comunicação direto com os moradores.
Foram realizadas ações de investimento social com o objetivo de estimular o desenvolvimento local, que passaram a surtir efeito rapidamente. Os cursos de capacitação profissional capacitaram pessoas para aproveitar as oportunidades que se multiplicavam. Foram ofertadas formações em funções demandas pela empresa, mas também em outras áreas, para que as comunidades aproveitassem tanto os benefícios diretos quanto indiretos da instalação do projeto.
Um dos projetos sociais trabalhava na linha da agricultura familiar, estimulando as atividades de apicultura e avicultura. Os resultados foram incríveis. Inicialmente, foram implantados 11 aviários povoados com 200 aves cada. Os avicultores expandiram por conta própria sua produção e, hoje, existem mais de 30 aviários implantados com um total de mais de 40 produtores (alguns produzem em parceria). Na apicultura, foram implantados três apiários com 20 colmeias cada, que também se expandiram para quatro apiários com 30 colméias.
Os programas ambientais monitoravam os níveis de emissão de ruídos e particulados e, semestralmente, um reporte público era emitido pela companhia, que divulgava seus resultados também através do boletim informativo trimestral distribuído aos seus públicos interno e externo. Além disso, anualmente a empresa prestava contas à sociedade através da emissão de um relatório detalhado sobre suas ações nos últimos 12 meses.
As comunidades passaram a se sentir parte do processo de desenvolvimento local. Caminhavam em sinergia com o empreendimento. Os gestores da companhia eram visitantes bem quistos pelos moradores, que os recebiam para reuniões para tratar dos assuntos relacionados ao projeto, mas também para compartilharem uma boa prosa com café.
E agora, se você soubesse que o cenário descrito não é Utopia, mas pode ser a realidade do seu projeto? Através do planejamento estratégico orientado, é possível transformar desafios em oportunidades, estreitando o relacionamento com territórios e promovendo um cenário de cooperação mútua no qual o desenvolvimento comunitário integrado é resultado.
E nós temos expertise para isso, afinal, o exemplo anterior foi baseado em um mix de cases de clientes que atendemos.
Então, deseja transformar a Gestão Social da sua empresa fazendo com que o Desenvolvimento Comunitário deixe de ser Utopia e se torne realidade? Nossa equipe de especialistas está pronta pra te ajudar.
Entre em contato com a SocialX para esclarecer suas dúvidas e conhecer a sinergia entre nossos serviços e as necessidades dos seus projetos.
Envie um e-mail para [email protected] ou whatsapp para (31) 98761-3138 e saiba mais.